

Audifax
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Começar a corrida pré-eleitoral com mais de 40 pontos de intenção de votos não é para qualquer um. Mas era para Audifax, que, havia quase 28 anos, se revezava no comando da prefeitura da Serra com Sérgio Vidigal. De aliados passaram a algozes figadais.
Contra os candidatos mais jovens, construímos uma campanha moderna, pulsante. O discurso do candidato era solto, fluido. Rememoramos as inúmeras entregas de suas gestões anteriores, o que rendeu uma brincadeira com seu nome: Audifax-fez-fazFoi isso que nos deu uma saída favorável na largada.
Audifax largou com ampla margem de votos à frente do segundo colocado, que pontuava com metade de seu percentual. Sua presença no segundo turno era tida como inevitável por líderes políticos e a imprensa.
Mas o coração do eleitor é mesmo uma caixa pulsante insondável.
Na antevéspera do domingo de eleição, os três principais candidatos se mostram embolados, com Audifax pontuando sempre à frente, em todas as pesquisas. Mas, ao abrir as urnas, nosso candidato estava fora do segundo turno.
Foi a maior surpresa daquela eleição em todo o estado. Esse revés deu vazão para inúmeras teorias da conspiração, mas a verdade é que há operações, feitas na calada da noite, que convertem até mesmo os mais céticos dos fiéis.
Audifax entende desses enigmas da vida. Oito anos antes, ele estava em uma UTI, em plena campanha eleitoral. Voltou do leito como uma figura ressurreta e venceu uma eleição improvável. Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia.
Fernando Carreiro
Imagem Comunicação Inteligencia
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